Há alguns anos, assisti a um documentário americano sobre um estudo feito pela Universidade da Georgia, que afirmava que homofóbicos, de um modo geral, são gays enrustidos. A experiência deles era curiosa: 64 jovens universitários, divididos em dois grupos, baseado num questionário respondido anteriormente, foram submetidos à exibição de vídeos homoeróticos. Resumo da ópera: os que tinham verdadeira ojeriza ao tema, foram, justamente, os que mais gostaram do que viram - se é que me entendem.
Não sei o valor científico do experimento, mas dou o braço a torcer que sempre desconfiei disso. É a velha história da “melhor defesa é o ataque”. E isso me veio à cabeça, hoje, quando comentei no blog de um amigo, sobre o pronunciamento infeliz da atriz (?) e deputada estadual, Myrian Rios, se opondo à PEC 23/2007, misturando, num samba do crioulo doido, orientação sexual e pedofilia, como se o ato fosse algo exclusivo dos homossexuais. Conforme escrevi, no blog desse amigo, não me conformo que pessoas esclarecidas e bem formadas, o que não me parece o caso dessa moça, disseminem ideias desse tipo. O que piora se pensarmos que ela é uma representante do povo na Assembléia Legislativa e se declara como religiosa (com uma atitude que contraria, totalmente, a minha ideia de religião).
É gozado - e impressionante - pensar que, em pleno século 21, o que rola entre quatro paredes ainda preocupe tanto as pessoas. Eu mesmo custo a acreditar nisso, mas tão aí as Myrians e o Bolsonaros da vida que não me deixam mentir. Pensando seriamente em mandar pros dois, de presente de Natal adiantado, um curta que vi, semana passada, chamado Não Gosto dos Meninos. Inspirado num projeto da Pixar (ah, a Pixar!), André Matarazzo e Gustavo Ferri reuniram diferentes histórias que nos mostram que, no fundo, todo mundo é igual e todo mundo tem direito a ser feliz. São só 18 minutinhos, mas põe muito filmaço por aí, no chinelo.
Abaixo, os dois vídeos; o “It Gets Better”, da Pixar, e o brazuca, “Não Gosto de Meninos”:
Não sei o valor científico do experimento, mas dou o braço a torcer que sempre desconfiei disso. É a velha história da “melhor defesa é o ataque”. E isso me veio à cabeça, hoje, quando comentei no blog de um amigo, sobre o pronunciamento infeliz da atriz (?) e deputada estadual, Myrian Rios, se opondo à PEC 23/2007, misturando, num samba do crioulo doido, orientação sexual e pedofilia, como se o ato fosse algo exclusivo dos homossexuais. Conforme escrevi, no blog desse amigo, não me conformo que pessoas esclarecidas e bem formadas, o que não me parece o caso dessa moça, disseminem ideias desse tipo. O que piora se pensarmos que ela é uma representante do povo na Assembléia Legislativa e se declara como religiosa (com uma atitude que contraria, totalmente, a minha ideia de religião).
É gozado - e impressionante - pensar que, em pleno século 21, o que rola entre quatro paredes ainda preocupe tanto as pessoas. Eu mesmo custo a acreditar nisso, mas tão aí as Myrians e o Bolsonaros da vida que não me deixam mentir. Pensando seriamente em mandar pros dois, de presente de Natal adiantado, um curta que vi, semana passada, chamado Não Gosto dos Meninos. Inspirado num projeto da Pixar (ah, a Pixar!), André Matarazzo e Gustavo Ferri reuniram diferentes histórias que nos mostram que, no fundo, todo mundo é igual e todo mundo tem direito a ser feliz. São só 18 minutinhos, mas põe muito filmaço por aí, no chinelo.
Abaixo, os dois vídeos; o “It Gets Better”, da Pixar, e o brazuca, “Não Gosto de Meninos”:
Um verdadeiro Kit Anti-Homofobia.


8 pitacos:
Sempre coerente em seus textos, Marcelo. Mas é aquela coisa, essas Myrians e esses Bolsonaros da vida cospem seus comentários levianos e chamam isso de opinião. Preconceito não é opinião e mesmo que o fosse, opiniões podem ser mudadas e se as mesmas forem construídas a partir de ideias retrógradas e mantidas por pura obstinação, DEVEM ser mudadas. Essa gente eleva a teimosia ao patamar mais alto dos valores morais (porque claro, um homem digno não se deixa vencer) e se expõe ao ridículo por puro orgulho. Não merece respeito.
Fala Marcelão, blz?
Cara, você está certo. Em pleno século XXI é uma vergonha que as pessoas ainda se preocupem com o que as pessoas fazem entre quatro paredes.
Acredito que as pessoas até tenham o seu direito que não concordar com certas coisas, mas tem a obrigação de respeitar e tratar de maneira igual quem quer que seja. Mas, uma coisa que é importante dizer é que não adianta as pessoas quererem "pregar" o respeito à diversidade sexual se ainda continuarem tratando esse assunto como algo mais importante do que, por exemplo, o caráter de uma pessoa.
Ótimo texto, brother!
Abçs!!
Danilo Moreira
http://blogpontotres.blogspot.com/
Sob a lua...
Grande Marcelo, super pertinente seu texto. De fato, em tempos em que a diversidade é palavra de ordem expor opiniões de forma tão preconceituosa é um desrepeito. Talvez muitas dessas pessoas não estejam tão preocupadas com o que os outros fazem entre quatro paredes e sim, são recalcadas por não admitirem com dignidade e respeito que, no fundo, gostariam de fazer o mesmo como os jovens da pesquisa americana. Bom, esse assunto dá pano pra manga.
Beijinhos querido...
Estou com novo template e novo astral, passa lá... www.amoreacalanto.blogspot.com
Impressionante como existem tantas pessoas a serem, como bem já disse o Marcelo Nova,"fiscais de cu".
Oie tudo bem? Dá uma chegadinha no Lua essa semana. Consegui uma entrevista muito bacana com Luiz André Moresi o primeiro gay a casar-se depois da aprovação da lei pelo STF que concede aos gays o direito a união estável. O casamento repercutiu no mundo inteiro. Bjssss e linda semana.
Salve, xará.
O grande problema, nessa questão toda, está em dois pontos. Primeiro: hoje, qualquer crítica que se faça aos homossexuais é tachada de 'homofobia' (o que, inclusive, depois das descobertas da psicanálise a respeito do sintoma fóbico, nem me parece uma palavra apropriada, mas enfim..). Isso cheira a uma certa limitação do debate, na minha visão.
E segundo: o movimento chamado GLelávailetra (não sei mais como se chama, porque muda a toda hora) é sutilmente distorcido, porque põe em discussão algo que não é da seara pública, mas sim de ordem privada. A arena pública não me parece o lugar apropriado para debater questões ligadas à sexualidade. Justamente pelo que você coloca, ou seja, porque o que cada um faz em casa interessa só a quem faz e a mais ninguém. Alguns dirão: ora, mas o movimento gay luta por direitos iguais, no âmbito jurídico. Diria eu: isso é o que se diz no primeiro plano. Não é o que se vê em manifestações como as centenas de passeatas gays, que na verdade servem, de fato, para a exibição da sexualidade em espaço público.
Não tenho nada contra nenhum tipo de vontade sexual.. mas tenho tudo contra manifestações públicas da sexualidade. Entre quatro paredes vale tudo, dependendo de cada um. Na rua não.
Abração
Olá Marcelo!
Já não se tem mais nada para se falar deste assunto! É totalmente ridículo o preconceito seja qual for o seu nível, enfim tenho esperança que de um jeito ou de outro a massa ignorante se salvará de seus próprios EQUÍVOCOS.
Cara, parabéns pelo blog!
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Anselmo
Olá Marcelo!
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