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| Segundo o meu "amigo", é assim que o Brasil ficará, caso a Dilma ganhe... |
Democracia. Eu venho pensando muito nessa palavra, ultimamente, e juro que não me entra na cabeça, uma democracia que me impõe certas coisas. Por exemplo: quem foi o desgraçado que inventou essa história de voto obrigatório? Não seria muito mais democrático incentivar o voto facultativo, mas consciente? Ser, seria, mas não é! E, portanto, eu sou obrigado, no próximo dia 31, a levantar da cama cedo, em pleno feriadão (terça é Finados, lembram?) e exercer minha cidadania. E aí de mim se escapar da obrigação! As sanções vão de uma simples multinha até a perda do título eleitoral - e muita dor de cabeça.
Pra piorar a situação, estamos num mato sem cachorro. Eu que voto desde os 16 anos e já posso dizer que tenho uma certa bagagem de eleições nas costas, juro que nunca, mas nunquinha mesmo, estive tão perdido. Parada duríssima: de um lado José Serra, afilhado político do FHC, e do outro a Dilma, o bebê monstro do Lula. Bons tempos da cédula de papel. Sempre havia a opção de se votar no macaco Tião!
Brincadeiras a parte, o que mais me assusta nessa corrida desenfreada rumo ao Planalto, é o jogo sujo dos candidatos. Na hora da verdade, os dois acendem vela pra Deus e até pro diabo! Aliás, eu não aceito essa mistura doida que brasileiro insiste em fazer com política e religião. Putaquipariu! Política é política e religião é religião! E o Estado, até onde me consta, é laico. Quando será que as pessoas entenderão isso e deixarão de colocar Deus no meio dessa safadeza toda?!
Ontem mesmo, me ocorreu um caso que me deixou bem puto. Um conhecido me ofereceu carona e perguntou em que eu votaria. Expliquei que no primeiro turno fiquei com a Marina e que, agora, estava mais perdido que cego em tiroteio. O cara falou qualquer coisa, ligou o rádio, depois papeou um pouco sobre futebol e, quando eu menos esperava, me perguntou, do nada:
- De quem é a responsabilidade da criação dos filhos?
Respondi que era dos pais, obviamente. E ele continuou com o questionário:
- E se você estivesse num restaurante, com seus filhos, e dois homens começassem a se beijar?
Respondi que seria uma ótima oportunidade pra explicar pras crianças sobre diversidade, que há pessoas que gostam de gente do mesmo sexo e blábláblá. E ele, irredutível, continuou me doutrinando, dizendo que, caso meu voto fosse pra Dilma, isso tudo estaria liberado no Brasil. Seria um tal de homem pegar homem, mulher pegar mulher - e me pintou um quadro que deixava Sodoma e Gomorra no chinelo.
Contei até dez e não mandei o cara tomar lá porque estava atrasado e não queria perder a carona. Mas não perdi a oportunidade e dei minha aula, explicando que já se foi o tempo em que Igreja e Estado caminhavam juntos. Que, particularmente, achava até um erro repartições públicas que ostentavam símbolos de determinadas religiões, como os fóruns, por exemplo, que trazem crucifixos nas paredes. E os hindus, mulçumanos, budistas, cuméquificam?
O cara balançou a cabeça, fechou a cara e perguntou:
- Você é ateu? Herege?
Católicos, espíritas, protestantes, macumbeiros, xintoístas ou o diabo a quatro... que o seu voto vá para aquele que tem a melhor proposta pro país e não pro cara que "não vai liberar isso ou proibir aquilo".
E só pra constar: eu não sou ateu. Muito menos herege. E tô puto porque tenho que votar.
Amém.


11 pitacos:
UAU!!! Tirou as ideologias da minha cabeça!!!
Fico puto quando insistem que igreja é algum pilar de grande poder de sustentação no Brasil. POXA! Uma instituição que discrimina a homossexualidade e o livre arbitrio não merece nem uma contra-argumentação, merece logo um VAISSÊFODÊ!
Pois é, e os cordeirinhos assustadiços aprendem a abrir a boca e soltar qualquer tipo de disparate. Nem sei quem me causa mais repulsa, o monstro que dita ou o monstro que obedece.
O uso da religião como argumento embasador para alguma determinada atitude me soa completamente absurda, principalmente porque, como você disse a respeito da relação religião-política, a igreja não deveria interir em assuntos do Estado, haja vista que ele, há bastante tempo, é laico.
O pior ainda é pensar nessas pessoas que simplesmente usam a religião para embasar o voto e sustentar o preconceito. Não apenas essas pessoas contribuem para que tudo fique como está - ou seja, mantendo a sociedade com a mente fechada - como também produzem uma alienação ainda maior àqueles que ainda não discernem bem a separação entre religião e política.
O efeito telefone-sem-fio é péssimo. Alguém fabrica um ponto de vista medíocre e o passa adiante às escuras; a pessoa seguinte o distorce, piorando-o, e também dá continuidade a ele. Assim, em pouco tempo, muitas pessoas têm esses conceitos estranhos e absurdos, os quais não podem ser embasados logicamente por nada.
Adorei o seu post, man. Adorei mesmo. Num momento tão próximo das eleições, acho importante tentar fazer com que as pessoas abram os olhos em relação àquilo que lhes garantirá o governo vindouro.
Parabéns!
Querrrido, somos hereges sim, por nos permitir pensar além da doutrina papal e a triste doxa leiga!
E como diz a Rita Lee: se Deus é Homem eu não sei, mas que Ela é poderosa Ela é!
Marceleza, acho que qualquer coisa que eu escrever aqui vai soar como repetição de suas ideias e das minhas próprias lá no Grooeland, já que abordamos o mesmo tema, embora você o tenha feito com mais sagacidade.
O Brasil, como país democrático (ao menos no papel), ainda é bastante jovem. Pouco mais de 20 anos em que há, de fato, certa (note!) liberdade de expressão e de imprensa, além do voto. É muito recente, muito cedo, por isso eu tenho alguma esperança de que isso aqui possa mudar a longo prazo, mas não é coisa que eu ou nossos filhos verão, talvez nossos netos e bisnetos. Voto obrigatório é algo que contradiz com uma abertura democrática, mas infelizmente talvez seja necessário. Ainda.
Mas no momento atual falta muita consciência do que seja democracia, política e cidadania. E se esta baixaria toda do segundo turno trouxe algum aspecto positivo foi o fato de certos jornalistas, colunistas, políticos e até mesmo aquele colega de escritório escancararem seus preconceitos, suas diretrizes, seus pensamentos que antes permaneciam "tolhidos" para tentar manter uma aura de "credibilidade". Agora, não: sabemos exatamente quem é quem neste processo que a Eliane Cantanhêde, em um raro momento de lucidez, chamou de "Fla X Flu".
E quanto ao tema "religião", que ninguém mais diga que Ahmadinejad e os Aiatolás sejam radicais. O seu vizinho pode ser um xiita tão ou mais radical que os fundamentalistas do Oriente Médio ou WASP/Quakers dos EUA.
Abraço, Marceleza!
PS: Meu voto é pra Bolinha de Papel! Bolinha de Papel na cabeça! =D
Achei um absurdo o Serra falar que vai "defender os valores cristãos" na campanha dele. E olha que sou cristão praticante! Acontece que, independente de religiões ou dos valores de sua religião, política é sobre garantir a maior liberdade possível para o povo, a segurança social dos cidadãos, entre milhares de outras coisas, entre as quais não se encontram, sob nenum ponto de vista, valores religiosos alguns!
Fé é fé, política é política. O Marcelo Tas falou uma coisa no último CQC aos candidatos: "Dilma, Serra... Deus não vota!". Infelizmente, vota, porque tem muita gente por aí que vai votar no Serra justamente porque ele disse que quer defender "os valores cristãos". Eu voto em quem tem uma melhor proposta para o país, não no que concorda mais com as minhas crenças religiosas.
Abraços Marcelo! Texto muito oportuno.
P.S.: Tambem fiquei com a Marina no primeiro turno, e também estou perdido agora. Tão perdido, aliás, que vou votar nulo mesmo.
Cara, odeio política... Sério, vejo a propaganda eleitoral é me sinto perdido, por que em quem vou acreditar? Um só fica críticando o outro, me convencer a votar que é bom, nada.
Bem, só sei uma coisa, voto de acordo com o que eu sei e conheço do candido, se dane as outras opiniãos e a propaganda eleitoral.
Agora, religião, outra coisa que não me ajudou em nada, só me atrapalhou. Não posso ir a Igreja e finjir que estou de acordo com o que é dito por lá... Sim, este sou eu enfrentando uma crise religiosa, estou puto, por que já ouvi cada merda.
Adorei seu texto, muito bom mesmo!
Abraço!
Essa história toda é um cu!
Um cu o voto ser obrigatório, um cu misturar religião com política, um cu não respeitar a fé alheia, um cu usar bolinha de papel para ganhar votos, em que cu votar...digo o cu do candidato a votar,não! Ah, sei lá...
BRASIL, O PAÍS DO CU... Digo: DO FUTURO!
Obs: eu me pergunto, até quando vamos varrer para debaixo do tapete assuntos como: homossexualismo, aborto e respeito a outras religiões?
Beijinhos!;o)
Oi querido amigo Marcelo! Quanto tempo em?
Poderia fazer um link-me de seu blog com tamanho 120x60 para por em parceiros no meu blog? =)
http://neowellblog.wordpress.com/parcerias/
Grande abraço! =)
Olá voltei para dizer que o link "parcerias" foi para dentro do link "super blogs"! =)
Aqui o endereço!
http://neowellblog.wordpress.com/super-blogs/parcerias/
Grande abraço! =)
Ei rapaz! Estou morrendo de saudades de você! Fala comigo! X)
Sério mesmo! Faz tempos que a gente não se fala! Que se passa? Precisando de conversar estou sempre aqui de braços abertos para você amigo! ^^
Eu sou FÃ do blog Diz! =D
Saudades!!
http://neowellblog.wordpress.com/
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